"A morte não se aproxima com trombeta"(Provérbio Dinamarquês).
Nosso colega de trabalho, nos deixou na manhã de hoje...Eu não o conhecia pessoalmente apenas por telefone, contingências do mundo moderno que muitas vezes nos impõe um rítmo cruel que nos rouba o tempo ao lado dos que amamamos, ou simplesmente daqueles que de alguma forma, passam a fazer parte de nossas vidas...
Nelson Yamashita devotou longos anos de sua vida às vendas externas, como representante de nossa empresa e morando no interior de São Paulo, não necessitava estar na empresa para desenvolver seu trabalho, pelo contrário, era visitando clientes das mais distantes cidades que o mesmo seguia seu destino.
Lembro com saudades da sua voz tímida e calma quando ligava para nós, fazia isto todas as manhãs, em busca do nosso também colega de trabalho Claudir, este, um suporte e tanto para o trabalho do Nelson que sempre necessitava da sua ajuda para um bom atendimento aos nossos clientes.
Mas o Nelson nos deixou, ficou um vazio, o telefone que hoje não tocou, e rapidamente veio a notícia, que custamos a acreditar, mas que depois foi confirmada pelas últimas pessoas que estiveram com ele em seus últimos momentos.
Todos ficamos tristes, um homem bom e íntegro se foi. Quantos sonhos ainda nutria? Quais eram suas expectativas, seus verdadeiros desejos? Como estava o seu interior? De concreto apenas a certeza de que um stress estava roubando a tranquilidade do nosso companheiro e o resultado foi um infarto fulminante que o levou sem tempo de se despedir...
Enquanto voltava para minha casa, fiquei pensando em como nossa vida é efêmera, hoje estamos aqui e amanhã poderemos não estar mais, poesia de Mário Quintana: "Esta vida é uma estranha hospedaria, De onde se parte sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia..." Descanse em paz Yamashita!

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